terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Virada psicologizante!

Esse blog de fato perdeu seu caráter inicial que era a divulgação de temas relacionados às ciências sociais. Deu lugar a um enorme conjunto de lamentações sobre a minha vida!
Não tenho a menor ideia das pessoas que acessam esse espaço. 
Esses "poemas" se é que posso chamar assim são sentimentos extraídos de minha alma e não devem interessar à ninguém a não ser a mim mesmo são as  minhas mazelas pessoais. Mesmo assim vou continuar a escrever nesse espaço por minha necessidade de desabafar.
Peço desculpas aqueles que entram nessa página e se deparam com tamanha bobagem, mas isso é a minha vida fazer o quê?

Seguir em frente!




Luz dos Olhos

Esmeraldas em forma de olhos me vigiam
Os raios de sol não tem tanta força quanto um simples sorriso teu.
Sua boca convida ao beijo.
Seus olhos convidam ao amor; verdadeiro amor?

Espero, respiro, uma palavra quer pular de minha boca...
Engulo, reflito e espero o dia amanhecer.
A felicidade inunda meu coração de uma forma única
As feridas dos amores vividos ainda estão abertas.

Cicatrizes, feridas e dor, mas também a coragem de entregar-me por inteiro
Saltar do precipício sem sequer medir a altura, nem mesmo hesitar
Peito nu ao vento em queda livre, com os olhos abertos.

Sem medo de encontrar a felicidade, mesmo que ela não apareça.
A vida de verdade sangra, arranha as entranhas estranhas de meu coração.
Mesmo assim, sigo em frente em busca de um amor de verdade.

                                                                                       André



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012



Tempo de refazer


Há tempos de recolhimento
Há tempos de apreensão
Há tempos de grande e profunda desilusão
Há tempos de olhar para si e comprometer-se


Há tempos que preciso de um abraço
Há tempos que o que mais quero é somente uma palavra
Há tempos que quero fugir não sei de que, nem pra onde.
Há tempos que preciso de um abraço


Há tempos não me encontrava em meus pensamentos
Há tempos não sentia-me tão perto e desperto
Há tempos não olhava no fundo dos meus próprios olhos


Há tempos para pensar
Há tempos para chorar
Há tempos para refazer-se


                                                                   André

terça-feira, 10 de janeiro de 2012





O Retorno


A vida cotidiana volta ao normal; o que há de normal nisso?
Penso que a vida poderia ser menos normal.
Penso que eu poderia ser menos normal.
Quero pensar menos normal!


O retorno ao cotidiano remete ao passado e as questões imediatas
Pagar para comer, pagar para nascer, pagar para morrer
As mais belas coisas do mundo não podem ser pagas
Pagar com quê?


Amor, amizades, respeito, companheirismo, solidão, saudade...
Olhos fechados para ver o mundo e sentir a brisa em seu rosto.
Qual é o preço de tudo isso?


Quanto vale um sorriso verdadeiro?
Quanto vale uma música oferecida?
Quanto vale uma despedida?


                                                                                      André

sábado, 31 de dezembro de 2011

Tempo


O tempo em seu constante caminhar dos ponteiros do relógio
nos traz angústias, medo e dor.
Uma realidade objetiva que constatamos no cotidiano
ou simplesmente pelas insistentes rugas que aparecem.


Hoje o belo é o efêmero.
O prazer a qualquer custo sobrepõe-se,
as sérias questões humanas são deixadas de lado 
pelo grande e poderoso imediatismo.


Retiro-me em busca de um tempo mais agradável
algo que pulse no mesmo compasso de meu ser
longe dos grandes centros de consumo, retiro-me.


Uma semana exclusivamente minha é o que preciso
para que o pulsar de meu corpo entre em compasso com o pulsar do tempo; tempo... tempo... tempo...


                                                                                                                                André

domingo, 25 de dezembro de 2011



Essência

Aparente cegueira 
Escuridão mórbida e soturna
Derradeiro dia, finda o reluzir da alma
Quase me acalma

Solto, louco, perdido no mundo
Ao mesmo tempo acorrentado ao passado,
Será uma escolha inevitável?
Ou simplesmente imponderável?

Já não sinto meus pés tocarem o chão.
Flutuo entre móveis empoeirados, 
esquecidos pelo tempo em um grande quarto escuro.

Em meio a devaneios turvos 
iludo-me e rezo, peço e imploro
libertai-me das amarras de teu ser.
                                                                                  André

sábado, 3 de dezembro de 2011



Um breve desabafo!


Nada será como antes
A dinâmica das coisas adquire novas proporções
O insuportável barulho dos ponteiros do relógio não param
Só seguem em uma mesma direção


Morremos a cada segundo
Vivemos a cada segundo
E de que vale a vida e suas grandes piadas
O "tudo" hoje, amanhã é "nada"


Cruel sucessão de horas frias e nefastas
Cruel desespero e mágoa
Crua, nua e desaforada vida


Ao enxergarmos o mundo com os óculos adequados
Percebemos que vivemos atolados
Numa eterna prisão de mentiras, dor e lágrimas.


                                                                 André